Renata Passos - Mentora de Mulheres

Renata Passos - Mentora de Mulheres
Bom dia

Como eu tinha inveja daquela mãe!!!!

Lembro como se fosse hoje. Eu levava minhas filhas ao clube e sempre, sempre junto, meu inseparável notebook. Eu precisava aproveitar o tempo de espera. A atividade escolhida por elas não permitia que as crianças vissem as mães pra não atrapalhar a aula. Melhor impossível!
Eu com elas, cumprindo meu papel de mãe, feliz da vida por ter condições de frequentar o clube, mas sempre “aproveitando” todo tempo pra… bem você já sabe… trabalhar!!!!
E ainda não sentir culpa por não ficar grudada no vidro?!?! Já que era proibido 🚫 eu obedecia!
Ela não. Ficava tecendo um bordado. Toda concentrada nele, nas linhas e na conversa com outras mães.
Quando o bordado requeria uma maior atenção ela se calava. Quando o bordado era simples ela seguia rindo, parando, achando graça de tudo o que falavam e é claro, desfrutando do tempo!
Ela mal sabia, mas lembro como se fosse agora , a inveja que eu sentia. Quando a inveja é muita e quase insuportável , a nossa mente a transforma em descaso. Em desvalor ao que invejamos. Eu pensava:
– Ela era(é) jovem, cheia de vida e energia… como conseguia parar e desfrutar assim do tempo?!?!
E eu na minha arrogância, achava que estava fazendo o certo. O que era pra ser feito!
O mundo iria parar se eu parasse. Quem nunca?!?!
Foi o que dei conta de fazer. Essa era eu. O que eu tinha em mãos naquele momento.
Eu não conseguia parar! Mas estava tudo bem! Tá feito. Tá lá (aqui).
Hoje aberto aqui pra vocês como uma memória.
Não pra eu me arrepender, mas pra quando tiver nova chance DESFRUTAR do tempo e não APROVEITAR dele!
É muuuuuito diferente!
Não só as palavras, mas a motivação!
Hoje , quando estou com elas em qualquer lugar, ESTOU COM ELAS.
Posso até aproveitar pra responder uma mensagem ou escrever um texto como esse, mas o tempo que ESPERO elas em qualquer atividade tem SABOR de liberdade. De fazer o que escolhi fazer. Não pra não perder tempo, mas pra não ME PERDER novamente!
Porque a inveja?
Ela era a mãe que eu imaginava que deveria ser e que não conseguia! Como isso me arrasava….
Hoje sei que sou e fui a mãe que pude ser. A que dei conta junto ao que tinha. E que esta tudo bem!